Nesta obra, uma coruja ganhou forma nas cores e nos quadrados, em um espaço de ordem e liberdade ao mesmo tempo.
Os tons vibrantes (azul, vermelho, amarelo e preto) marcam o compasso do meu mundo, onde tudo tem ritmo e lógica. Os tarsos viradas para dentro são um detalhe. Elas representam o movimento repetitivo, o movimento que nasce do corpo e fala o que as palavras nem sempre dizem.
É o movimento (da estereotipia) transformado em arte. Porque ser autista é também isso: encontrar liberdade naquilo que é natural em nós. A coruja, com o olhar firme e o corpo quieto, observa o mundo à sua maneira.
Não tenta se encaixar, não tenta ser outra. Ela simplesmente é.
E é nesse “ser” (autêntico e sensorial) que mora a beleza. A obra é sobre o direito de existir como se é, sobre a liberdade de viver o próprio ritmo, de sentir o mundo por meio das cores. É sobre transformar o que muitos chamam de diferença em um voo.
R$ 550