Escolhi usar o azul na borboleta porque, durante muito tempo na história, a cor azul simplesmente não existia como conceito, não havia pigmento nem nome para ela.
Na própria natureza, o azul é raro e, muitas vezes, não é cor, mas ilusão óptica.
A borboleta traz a ideia de simetria, mas aqui ela não é perfeita. De propósito. Essa assimetria é uma escolha consciente de quebrar um padrão de rigidez cognitiva, abrindo espaço para o imperfeito e para a flexibilidade do olhar.
Não tem nada de espontâneo no sentido romântico.
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