Essa obra nasceu de um desafio de um colega: retratar Guimarães Rosa. Trouxe esse desafio para dentro da minha coleção Equilíbrio, onde trabalho a repetição dos quadrados como parte do meu processo.
Em Grande Sertão: Veredas, o que ficou foi a sensação de alguém tentando entender a própria vida enquanto fala. Riobaldo me marcou por isso. Ele volta, repete e se corrige. A pintura veio desse mesmo movimento. Repetir os quadrados foi uma forma de permanecer, de tentar organizar o que eu sentia durante a leitura, mesmo sabendo que nem tudo se resolve.
As cores aparecem com a intenção de representar cenas do livro. O amarelo ficou como o sol do sertão, o azul como o céu, o verde como o cacto, e o marrom como o Riobaldo.
Esse trabalho é a forma que encontrei de trazer Guimarães Rosa para a coleção Equilíbrio, aceitando que equilíbrio, aqui, não é algo estável, mas algo que se busca ao longo do caminho.
R$ 500